Seja Bem Vindo!!

"Uma pessoa de raros dons intelectuais, obrigada a fazer um trabalho apenas útil, é como um jarro valioso, com as mais lindas pinturas, usado como pote de cozinha" Schopenhauer

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Opinião: Georreferenciamento/Geoposicionamento: um pouco da história

Adriane Brill Thum*


Em 1957 os russos lançaram o satélite Sputinik. No ano seguinte, os americanos lançaram o satélite Vanguard, dando início ao desenvolvimento do sistema Navstar (Navigation Satellite with Timing and Ranging). O uso civil do sistema Navy Navigation Satellite System (NNSS), chamado de Transit, iniciou em 1967. Passado seis anos, em 1973, iniciou-se o desenvolvimento do GPS (Global Positioning System), atualmente GNSS (Global NavigationSatellite System), tecnologia que chegou ao Brasil nas décadas de 80 e 90.

O surgimento dos PCs – computadores pessoais -, os sistemas gerenciadores de bancos de dados relacionais, as bases de dados facilitadas, a WEB consolidada, a intranet e os aplicativos simples fez aumentar significativamente os usuários no final dos anos 90.

Posteriormente, nascem as Geotecnologias, como o Google Maps, o Google Earth, o WikiMapia, as imagens de satélite, os modelos 3D e o Bing Maps, além do uso intensivo da internet. Atualmente, tudo isso está à disposição dos técnicos, além das estações totais, Laser scanner, Vant’s, Drones e softwares de processamento cada vez mais amigáveis.

A incorporação definitiva da eletrônica nos equipamentos e a proliferação de aplicativos utilizados para o processamento de dados provenientes de diferentes fontes permitiram a integração da topografia tradicional aos modermos métodos de levantamento, tornando a nossa prática de levantamentos topográficos mais eficiente e precisa. Aliado às mudanças tecnológicas, surgiu a Lei Federal 10.267 de 2001, que trata do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), a ser gerenciado em conjunto pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Secretaria da Receita Federal, mudando os paradigmas e o contexto de trabalho que exige uma postura diferenciada por parte dos profissionais que atuam na área de mensuração.

A Lei n. 10.267/01 do Georreferenciamento de Imóveis Rurais altera dispositivos das leis números 4.947, de 6 de abril de 1966, 5.868, de 12 de dezembro de 1972, 6.015, de 31 de dezembro de 1973, 6.739, de 5 de dezembro de 1979, e a lei número 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e dá outras providências.

O principal objetivo da lei é em conformidade com a norma técnica para georreferenciamento de imóveis rurais darem garantia ao proprietário da confiabilidade na geometria descritiva do imóvel, de forma a dirimir conflitos decorrentes de sobreposição de limites dos imóveis lindeiros.

O Geoprocessamento utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento das informações geográficas georreferenciadas, influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia, Planejamento Urbano, Rural e Regional, Saúde, etc.

O Geoposicionamento é um conceito inovador, que possibilita informar com precisão onde estão pessoas ou objetos que necessitam ser rastreados, proporcionando mais segurança às operações. As plataformas de geoposicionamento mais modernas permitem controlar as rotas feitas, bem como monitorar os tempos de parada por meio de mapas de fácil acesso e visualização. Além da localização, é possível realizar análise e planejamento com segurança, auxiliando na tomada de decisão nas áreas sociais, ambientais e econômicas. O ideal é que seja realmente um trabalho de equipe multidisciplinar com as informações atualizas constantemente.

* professora da Especialização em Informações Espaciais Georreferenciadas da Unisinos.


Fonte: GeoDireito

domingo, 27 de julho de 2014

Universitários aprendem sobre tecnologias espaciais

De 14 de julho a 1° de agosto, alunos de graduação de todo o Brasil estarão no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), aprendendo sobre engenharia de sistemas, projeto, montagem, testes e operação de satélites.

O “Curso de Inverno 2014 – Introdução às Tecnologias Espaciais” oferece aulas intensivas, visitas dirigidas e um estágio, oportunidade única de aproximação entre os experientes técnicos e engenheiros do INPE e os futuros profissionais do país.

Totalmente gratuito, o Curso de Inverno vem sendo realizado todos os anos, no período das férias escolares de julho, para disseminar a tecnologia espacial e despertar o interesse dos jovens brasileiros pelo setor.

As aulas apresentam desde as missões espaciais em desenvolvimento no INPE, fornecendo aos participantes um panorama de futuro em termos nacionais, até a descrição detalhada de um sistema espacial e todos os subsistemas a bordo de um satélite.

São apresentadas as diversas restrições e cuidados no projeto e construção de equipamentos, bem como os meios de qualificação exigidos para o lançamento e a operação em ambiente espacial. Também há palestras nas áreas de Computação, Ciência Espacial e de Observação da Terra.

Os universitários terão ainda a oportunidade de conhecer várias instalações do INPE, como o Laboratório de Integração e Testes (LIT), o Centro de Controle de Satélites (CCS) e o Miniobservatório Astronômico.

Segundo os organizadores do curso, o objetivo é despertar o interesse dos alunos pelas atividades espaciais, inclusive área acadêmica – o INPE oferece cursos de mestrado e doutorado em Engenharia e Tecnologia Espacial, entre outros programas de pós-graduação.

Mais informações: www.inpe.br/ci/2014

Fonte:INPE

Satélites contribuirão para a consolidação do sistema de navegação europeu

O Galileo, sistema de navegação por satélite da União Europeia, contará com mais dois satélites lançados em um foguete russo, o Soyus, a partir do Porto Espacial Europeu, na Guiana Francesa, no dia 21 de agosto.


A equipe responsável pelo lançamento finalizou os últimos preparativos para assumir o controle dos satélites.

O ponto crucial da operação acontecerá quando os dois satélites se separarem de sua fase superior, denominada fase LEOP.

O LEOP (Launch and Early Orbit Phase), é executado a partir do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt, na Alemanha, e consiste em uma das fases mais críticas de uma missão. Isto se deve por se tratar de uma fase na qual os engenheiros de operações espaciais assumem o controle dos satélites, depois de serem separados do veículo de lançamento, até o momento em que o satélite é posicionado em órbita.

Se tudo ocorrer bem, o processo de LEOP levará cerca de uma semana para então o controle dos satélites ser entregue ao Centro de Controle do Galileo em Oberpfaffenhofen, na Alemanha, onde os satélites serão supervisionados.

Uma equipe conjunta da ESA e da CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais), agência espacial francesa, supervisionou o LEOP dos quatro primeiros satélites Galileu lançados, em pares, em 2011 e 2012.

Segundo o diretor de voo da Galileo no ESOC, Hervé Côme, o sistema Galileo e seus operadores têm estado em treinamento em uma simulação desde março.

Os satélites participaram de testes com o sistema Galileo com a finalidade de assegurar a compatibilidade com os sistemas terrestres de modo a garantir a precisão dos serviços de navegação estendendo-se para as estações terrestres distantes pertencentes à ESA e à Agência Espacial Francesa (CNES).

Com o lançamento dos satélites, a Europa avança para a consolidação de seu próprio sistema de navegação que será concorrente do GPS. 

Fonte: ESA